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26/07/2010 - 11h40
Tucanos centram esforços em Minas e no Rio
PSDB considera os dois estados decisivos para vencer eleição presidencial; PT quer neutralizar ofensiva tucana

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

A coordenação da campanha do tucano José Serra a presidente deflagrará nos próximos dias uma estratégia para consolidar a vantagem do candidato em Minas Gerais e melhorar seu desempenho no Rio de Janeiro.

Segundo a última pesquisa Datafolha, esses dois estados — segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do país — serão decisivos para eleger o sucessor do presidente Lula.

Os dois respondem por 19% do eleitorado nacional. Enquanto Serra vence a petista Dilma Rousseff no Sul, ela o derrota no Nordeste e no Centro-Oeste. O PT também pretende reforçar a campanha no Rio e em Minas.

Semana passada, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), reuniu-se com o coordenador da campanha em Minas, o deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG), para definir medidas que consolidem o voto dos mineiros.

Mesmo sem uma estratégia acertada, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, diz que haverá atenção especial para neutralizar a ofensiva tucana.

Além da instalação de um comitê central em Belo Horizonte, Guerra prevê inaugurar outros 40 subcomitês em cidades importantes, para garantir a presença da campanha em todas as microrregiões mineiras.

Em jogo, estão 14,5 milhões de eleitores em Minas e 11,6 milhões no Rio. Segundo o Datafolha, Dilma e Serra disputam palmo a palmo espaço nos dois estados, ao contrário das últimas eleições, quando Lula venceu com folga.

Em Minas, Dilma tem 35% das intenções, contra 38% de Serra. No Rio, ela fica à frente com 37%, contra 31% de Serra.

— Em 2006, o nosso candidato (Geraldo Alckmin) praticamente não teve campanha no interior do estado. Por isso, a ideia é designar coordenadores políticos para cada uma dessas microrregiões. — disse Rodrigo de Castro.

Dutra disse que a ofensiva tucana será acompanhada com atenção, embora Dilma tenha a vantagem de ser apoiada pelos líderes na disputa pelos governos estaduais: o senador Hélio Costa (PMDB-MG) e o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

— Ter palanques estaduais não é suficiente. Vamos ter atenção especial no Sul, onde estamos perdendo. No Sudeste, está equilibrado, mas é sempre prioridade. É natural que todo mundo jogue o peso da campanha nessa região — afirmou Dutra.



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