O senador Marconi Perillo voltou a lamentar o descaso do governo federal com as obras do novo aeroporto de Goiânia. Falando a jovens empreendedores durante evento realizado no Hotel Nobile Suites San Square na manhã de hoje (sexta-feira 5), o senador classificou de “vergonhoso” o papel que as autoridades responsáveis tem desempenhado na condução da obra. “A construção está no mesmo patamar de quando eu deixei o governo do Estado. Ainda no meu mandato de governador fui dezenas de vezes a Brasília pedir uma nova licitação para o aeroporto de Goiânia.
Colocamos naquela obra mais de R$ 2 milhões da contrapartida do Estado. É preciso que haja pressão das autoridades do Estado para que uma nova licitação seja realizada. Se não for assim, não adianta reclamar. Se não houver pressão a licitação não sai e Goiânia continuará tendo o pior aeroporto do Brasil”, lamentou.
O senador foi o convidado da Associação de Jovens Empresários de Goiás – AJE-Goiás – para inaugurar o Café Político, evento que tem como objetivo incentivar o debate com lideranças políticas sobre assuntos de interesse dos empreendedores. Marconi tomou café com as principais lideranças jovens do empresariado goiano representantes de entidades como a ACIAG, CDL, Fecomércio, Fieg, OAB, UFG, dentre outras. Durante cerca de uma hora ouviu sugestões, reclamações e recebeu documentos que balizam as principais reivindicações dos jovens empreendedores.
Social- democrata por formação, o senador defendeu as PPPs e as concessões para diversos segmentos da economia e da infraestrutura do Estado. Entusiasta das Parcerias Público Privadas, Marconi entende que “não dá para fazer desenvolvimento sozinho”. As concessões e as PPPs, no entendimento do senador, devem abranger todas as áreas da administração pública, como estradas, saneamento, coleta de lixo, pontes, ferrovias e geração de energia através do aproveitamento de matéria prima das indústrias, exemplo do bagaço da cana-de-açúcar.
Instado a comentar sobre as políticas públicas que incentivem o crescimento profissional dos jovens empreendedores, o senador do PSDB disse que “com a liderança dos jovens empresários, é possível criar um novo modelo de desenvolvimento para as cidades e o País”. Marconi defende a desoneração tributária para os empresários que se iniciam na atividade, mais crédito com linhas específicas para o segmento jovem e um planejamento voltado exclusivamente para conjugar os interesses da primeira empresa com o primeiro emprego. “É preciso que haja uma ação que promova essa integração entre o jovem na criação da sua primeira empresa e o jovem que busca o seu primeiro emprego”, analisou.
Acompanhando essas medidas essenciais para incentivar a consolidação do jovem empresário no mercado produtivo, o senador advoga ainda a desburocratização na abertura das empresas e o apoio governamental a incubadoras e empresas juniores. Ciente de que a carga tributária representa hoje um entrave à sobrevida de muitas empresas em início de atividade (quase 70% delas encerram suas atividades no primeiro ano de funcionamento), o senador lembrou que sempre defendeu uma reforma tributária que fosse capaz de contemplar a realidade brasileira. “No governo do Estado fiz o que era possível para amenizar a carga tributária de vários segmentos econômicos.
No Congresso, desde minha eleição a deputado federal sempre defendi a diminuição dos impostos como forma de incentivar o crescimento da atividade produtiva. É lamentável que as coisas não andem neste país. Há m uitos anos já deveríamos ter uma reforma tributária decente, que impedisse que os nossos empresários fossem tão penalizados”, comentou.
Os jovens empresários solicitaram ao senador que os ajude na aplicação da Lei Estadual que implantou o empreendedorismo no ensino público. Marduk Duarte, presidente da AJE, manifestou-se preocupado com a não implantação do projeto nas escolas. Em resposta, o senador foi pragmático. “Para virar uma atividade curricular, este projeto só depende de vontade política.”