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| 03/09/2010 - 11h33 |
| Impunidade incentiva crime na política |
Era de se prever uma dura campanha eleitoral. Como todo grupo político, PT e aliados procuram estender o máximo possível seu projeto de poder. Os tucanos, por exemplo, aprovaram alteração constitucional para a reeleição de FH. Por que Lula, PT e partidos da base do governo não poderiam desejar algo semelhante? O problema está nos métodos petistas. O desenrolar da vida política brasileira desde a redemocratização sinalizava para um alto risco de ações subterrâneas. No final da campanha de 2006, com a tentativa de “aloprados” petistas — um deles, chefe da campanha do candidato do partido ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante — de comprar, com dinheiro vivo, um dossiê falso contra Serra, emergiu a ponta do bunker clandestino que atua além dos limites da lei e do estado de direito para sabotar adversários. Há pouco, um sindicalista dissidente desse grupo, Wagner Cinchetto, garantiu à “Veja” e ao “Estado de S. Paulo” que esse núcleo de “inteligência” age nas sombras desde 2002. Infelizmente, os piores prognósticos se confirmam, com uma sucessão de fatos degradantes em que, mais uma vez, agentes aloprados deixam impressões digitais em tentativas clandestinas de desestabilizar a candidatura tucana de Serra ao Planalto. Desta vez, para ajudar a eleição de Dilma Rousseff, entendida pela militância como o sonhado “terceiro mandato” de Lula. Traduza-se “terceiro mandato” pela manutenção de pouco mais de 20 mil pessoas empregadas em “cargos de confiança”, pela garantia de outros quatro anos de acesso fácil ao dinheiro público por parte de grupos políticos incrustados em aparelhos na máquina pública, de corporações sindicais a organizações políticas como as dos sem-terra. Portanto, para atingir este fim valem todos os meios. Um deles, a quebra do direito constitucional à privacidade, pela obtenção ilegal de informações sigilosas sob a guarda da Receita. Veio a descoberta do uso da delegação da Receita em Mauá para o desvio de declaração de renda do tucano Eduardo Jorge, cujas informações iriam, ou foram, abastecer uma linha de montagem de dossiês existente num escritório de campanha de Dilma Rousseff. Depois, constatou-se que o golpe fizera mais vítimas tucanas, inclusive a filha do candidato do partido ao Planalto, Verônica Serra, alvejada por uma operação escabrosa de uso de falsificações de assinaturas e de carimbo de cartório. Neste crime, foi usada outra base da Receita na Grande São Paulo, a de Santo André. É a impunidade existente no PT que incentiva a militância a agir como delinquentes, espiões. O partido estimula o crime quando dá tratamento de herói a mensaleiros, permite que o aloprado Hamilton Lacerda, da campanha de Mercadante e da gangue do dossiê falso, volte à legenda. Quando a PF pouco ou nada faz para descobrir a origem da montanha de dinheiro levado na mala preta de Hamilton e comparsas para comprar o tal dossiê, ela avisa aos companheiros que “está tudo dominado”, “liberou geral”. Neste quadro de deterioração do serviço público, não espanta que o feroz Leão da Receita se transforme em dócil gatinho diante do roubo de informações nos seus computadores. Independentemente do resultado das eleições, a sociedade brasileira tem grave doença a debelar: a partidarização do Estado, uma das últimas escalas na degradação da democracia rumo a um regime policial, personalista, autocrático. Fonte: Editorial O Globo |
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| 21/08/2010 - 17h21 |
| A Celg é dos goianos |
O aniversário de 55 anos de fundação da Celg, dia 19 de agosto, aconteceu exatamente num dos momentos cruciais da história da estatal goiana. Há necessidade de medidas urgentes para garantir a sobrevivência da empresa, cujo papel foi, é e continuará sendo estratégico no processo de indução do desenvolvimento de Goiás e da Região Centro-Oeste. Como é do conhecimento público, a situação da Celg é muito grave. A hora, porém, não é de mirar no retrovisor para apontar culpados, mas de olhar para a frente e buscar soluções efetivas para tirar a Celg da insolvência. Precisamos de clareza e objetividade e, sobretudo, de união de forças para salvar a empresa, submetida há seis anos a uma interminável negociação com o governo federal. A Celg é um patrimônio dos goianos e, como tal, deve ser defendida vigorosamente por todos e de forma suprapartidária. Convocada ao palco dos acontecimentos, é preciso reconhecer que a Assembleia Legislativa agiu com rapidez. Os deputados deram a sua contribuição com equilíbrio, apreciando e aperfeiçoando, por ampla maioria, o projeto que prevê acordo com a Eletrobras, com participação da Caixa Econômica Federal, mediante empréstimo de R$ 3,7 bilhões para sanear o endividamento da empresa. Agora, precisamos fazer uma grande mobilização em Goiás para que o acordo seja celebrado e a primeira parcela liberada para a quitação da dívida com a Eletrobras, o que permitirá restabelecimento imediato da saúde financeira da Celg, conforme consta do protocolo de intenções assinado entre a estatal federal e o governo de Goiás - inteiramente condizente com o projeto aprovado pela Assembleia. Sempre pautei a minha vida pública por atitudes firmes. Nunca fui de ficar parado e entregar os pontos. Sou forjado na luta. Não podemos aceitar passivamente que a Celg seja subtraída do patrimônio goiano. Nada de pessimismo e negativismo. O momento impõe altivez, determinação, mas, sobretudo, garra. Acima de questões políticas, devemos todos - governo, empresários, políticos, sindicatos e associações - dar as mãos num esforço conjunto para fazer valer os interesses de Goiás.
A Celg é dos goianos. Fonte: Marconi Perillo é senador (PSDB)
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| 04/08/2010 - 14h03 |
| Dor de cabeça |
O presidente do STF, Cezar Peluso, disse a colegas que estuda a possibilidade de pedir uma perícia a respeito do estado de saúde de Joaquim Barbosa. O relator do mensalão, que sofre de problema crônico de coluna, está afastado desde abril. Agora, no retorno das férias do tribunal, pediu mais 60 dias de licença. Sem Barbosa e com a aposentadoria de Eros Grau, o Supremo funciona no momento com apenas nove ministros, situação que produz sobrecarga de trabalho e atraso nos julgamentos. A perícia é um recurso previsto no artigo 70 da Lei Orgânica da Magistratura em casos de ausência prolongada. Em novembro passado, Barbosa renunciou à sua cadeira no TSE. Diz o artigo 70: "A licença para tratamento de saúde por prazo superior a 30 dias, bem como as prorrogações que importem em licença por período ininterrupto, dependem de inspeção por junta médica". Fonte: Folha de S. Paulo |
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| 27/07/2010 - 23h41 |
| Bom companheiro... |
O fato jornalístico é que o diretor do Datafolha, recentemente em O Globo, chamou Marcos Dilmaboy Coimbra de mentiroso, pois este quis desqualificar a última pesquisa do seu instituto que, pelo histórico, sempre acertou muito mais do que o Vox Populi. Em O Globo. Fora esta menção, Noblat deixa passar [na sua coluna de segunda-feira no jornal] algumas informações que seriam muito mais relevantes para uma análise. Por exemplo, que a empresa mineira é contratada do PT para fazer pesquisas diárias por telefone. É fornecedora do PT. Manda uma fatura no final do mês para o Comitê da Camapanha. Que o instituto do Dilmaboy registrou a sua pesquisa um dia depois da Datafolha para publicar os resultados um dia antes. Correria total. Noblat também não informou que o resultado Vox Populi, em números exatos, estava sendo plantado na imprensa desde 14 de julho, dois dias antes do registro no TSE. Sim, números das "pesquisas internas"... feitas pela Vox Populi. Leiam Fernando Rodrigues. Claudio Humberto. Lauro Jardim. O próprio Noblat. Ninguém em sã consciência pode aceitar que nove pontos percentuais de diferença entre pesquisas estejam dentro de margem de erro. Eles representam 10 milhões de votos válidos de diferença, no país. Uma Minas Gerais inteira de votos. Alguém está errado e tudo conspira contra a Vox Populi, fornecedora do PT e dona de um histórico que não deixa dúvidas sobre a sua discutível qualidade. Existe um ditado no meio político que diz: " se você quer uma boa pesquisa, contrate o Datafolha. Se você quer um bom resultado, contrate a Vox Populi". A Rede Globo, empresa líder do Sistema Globo, não dá um segundo para as pesquisas da Vox Populi. Comunicou oficialmente quando começou a contratar as suas pesquisas eleitorais que somente dará divulgação ao Datafolha e ao Ibope. Não há dúvida alguma que, no Brasil, pouca gente entende tanto de pesquisa quanto a Rede Globo, haja vista a sua liderança de mercado que já vem de décadas. Por fim, basta ler os artigos de Marcos Dilmaboy Coimbra para ver a sua defesa exacerbada do PT. Jamais deu uma linha positiva sobre o PSDB. É um fornecedor do PT, uma pena alugada, praticamente um militante ou teria isenção para se render aos números que insistem em desmascarar as suas premissas. Ricardo Noblat é uma legenda na blogosfera política e pode se dar ao luxo de abrir espaço para quem quiser no seu prestigiado blog. Tem teflon. Mas se fizer uma pesquisa com um bom instituto, como o Ibope ou o Datafolha, vai ver que a presença do Dilmaboy só lhe tira"audiência". Do blog Coturno Noturno - publicado no Blog do Noblat |
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| 15/07/2010 - 17h38 |
| Nariz de pinóquio |
Do presidente do PSDB goiano, deputado estadual Daniel Goulart, sobre os relatórios da FIPE e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) divulgados essa semana e que desmentiram a existência do déficit de R$ 100 milhões nas contas do governo: "Vou processar criminalmente o governador, Alcides Rodrigues (PP), o ex-secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, e o Superintendente de Controle Interno, Sinomil Soares, por falsearem informações à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa e à sociedade ao apontar déficit de R$ 100 milhões nas contas do Estado. Desde que eu era presidente da Comissão de Finanças denunciei essa farsa. Isso é criminoso. Eles tinham obrigação de fornecer números reais à Assembleia ao invés de maquiar os dados como comprovou agora os relatórios da Fipe e do TCE”, acusou. Goulart disse que a divulgação de informações erradas renderia a cassação de Alcides , mas infelizmente não há mais tempo. |
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| 13/07/2010 - 23h43 |
| PSDB reage ao manifesto das centrais |
O manifesto assinado por cinco centrais sindicais que acusa o presidenciável José Serra (PSDB) de mentir ao dizer que é responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) pode ser considerado uma participação sindical na campanha, por meio de propaganda eleitoral contra um candidato — o que é proibido pela legislação. E a carta, divulgada pelo PT, omite o papel do tucano na aprovação do projeto que regulamentou o pagamento do seguro-desemprego, em 1989. De acordo com o advogado do PSDB, Ricardo Penteado, esse tipo de documento viola a lei eleitoral, que proíbe os sindicatos de fazer doações de campanha, inclusive na forma de propaganda positiva ou negativa. — Configura uma propaganda eleitoral negativa — disse ele, que até ontem não havia sido procurado pelo partido para tomar providências jurídicas. Procuradas para explicar a participação na campanha, as assessorias da CUT e da Força Sindical não responderam até o fechamento desta edição. De acordo com notas taquigráficas do Congresso, a lei 7.998, de 1990, que instituiu o FAT e estabeleceu as regras para o seguro-desemprego, foi baseada no projeto apresentado por Serra em 1989. A aprovação, no plenário, aconteceu em regime de urgência, com acordo de líderes, e levou em consideração um substitutivo, ou seja, uma proposta diferente do texto original do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS) em 1988. Fonte: O Globo |
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| 22/06/2010 - 18h49 |
| Varrendo tudo para debaixo do tapete |
Dona Dilma fez um obscuro giro pela Europa para tentar fugir de debates e perguntas inconvenientes. As maiores questões a serem respondidas, por incrível que pareça, foram formuladas pelo Ministério do Planejamento de seu próprio governo. Parece que não vai dar para continuar mais tanto tempo fugindo de encarar a realidade. |
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| 11/06/2010 - 18h00 |
| Quanto vale a vontade do PT nos Estados |
O diretório nacional do PT decidiu nesta sexta-feira - por 43 votos a 30 e duas abstenções - apoiar a candidatura de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão. A decisão, que revoga o apoio declarado pelo diretório maranhense à candidatura de Flávio Dino (PCdoB), provocou a reação de petistas do estado. - A estratégia foi pela aliança. O melhor para Dilma (Rousseff) é estar neste palanque, mas nós respeitamos as diferenças - disse o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. que foi criticado na porta do prédio do PT por um grupo de sete petistas do Maranhão contrários à decisão. Frustrados com a decisão, os militantes o chamaram de "Hitler". Na semana passada, a cúpula nacional do PT já havia enquadrado o diretório mineiro, forçando o apoio à candidatura do senador Hélio Costa (PMDB-MG) . Nos dois casos, trata-se de uma exigência do PMDB para confirmar, neste sábado, a aliança do partido com o PT em torno da candidatura presidencial de Dilma Rousseff. |
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| 01/06/2010 - 11h31 |
| Campanha da Dilma à sombra dos novos aloprados |
O comando da campanha presidencial da petista Dilma Rousseff trabalhou nas últimas horas para tentar abafar uma crise que poderia ter consequências explosivas. No meio de uma disputa interna de poder, entre o grupo do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o do deputado estadual Rui Falcão (SP), foi abortado um suposto dossiê, cujo alvo principal seria Verônica Serra, filha do pré-candidato tucano, José Serra. Na campanha de 2006, petistas comandaram a tentativa de compra de um falso dossiê contra o mesmo Serra, que disputava o governo de São Paulo, no caso que ficou conhecido como o escândalo dos aloprados do PT - como os petistas presos com quase R$ 2 milhões em dinheiro vivo para comprar o suposto dossiê foram chamados pelo presidente Lula. Agora, a suposta elaboração e circulação de um dossiê contra a filha de Serra pôs em situação delicada o jornalista Luiz Lanzetta, sócio da Lanza Comunicação, empresa contratada pela campanha de Dilma. Reportagem da revista "Veja" desta semana revelou que houve uma tentativa, que teria partido do grupo de Lanzetta, de montar na campanha do PT um esquema de espionagem de adversários e até de correligionários. Ao GLOBO, integrantes da campanha de Dilma confirmaram a queda de braço entre Pimentel e Rui Falcão, mas negaram o esquema de espionagem. Pimentel teria sido o responsável pela contratação de Lanzetta, que conheceu em 2008, por meio do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), durante a campanha de Márcio Lacerda (PSB) para a prefeitura de Belo Horizonte. Blog do Noblat e O Globo |
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| 28/05/2010 - 12h08 |
| Charge - Néo |
Fonte: Blog do Noblat |
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